Educação a distância: Guia para quem quer Estudar ou Trabalhar Online

Educação a distância é a modalidade de ensino na qual a transmissão do conhecimento é feita a partir do uso de tecnologias educacionais, ou seja, ferramentas online que possibilitam que o aluno e o professor compartilhem informações sem estar juntos no mesmo dia, local e horário.

Embora para muita gente esse ainda pareça ser um conceito inovador, a verdade é que a Educação a Distância (EAD) já faz parte da realidade de muitos alunos. Com o avanço da tecnologia, muitos já podem acessar o mundo virtual e aproveitar os benefícios que essa modalidade pode oferecer.

Porém, longe de agradar somente ao público que não tem a disponibilidade para frequentar as aulas presencialmente, a EAD também tem se tornado uma excelente opção para quem busca ampliar seus conhecimentos e investir em cursos de especialização ou pós-graduação, por exemplo.

Além disso, esse tipo de negócio tem sido muito procurado principalmente por profissionais que são especialistas em algum assunto e que querem compartilhar os seus conhecimentos com pessoas interessadas no que eles têm a oferecer em aulas online.

Pensando nessa extensa gama de possibilidades, preparamos este post com informações importantes sobre educação a distância para você que está pensando em estudar pela internet, além de dicas e um guia completo para que você consiga criar o seu próprio curso online e entrar o quanto antes nesse mercado tão promissor.

Você vai conferir:

Está preparado? Então, vamos juntos embarcar nesse grande universo da educação a distância. Boa leitura!

O que é educação a distância?

Como você pôde ver no início do artigo, a Educação a distância (EAD) é uma modalidade de ensino. Nela, a transmissão do conhecimento e a aprendizagem ocorrem por meio da internet.

Sendo assim, a relação entre tutor e alunos conta com a ajuda de ferramentas online e não necessita de um espaço fixo ou de um horário pré-determinado para acontecer.

A ausência dessas barreiras de tempo e local é justamente um dos fatores que tem atraído um público cada vez maior, possibilitado o acesso a conteúdos diversos de forma muito mais simples, dinâmica, econômica e rápida.

Hoje, a EAD oferece diferentes opções de aulas online, indo além dos cursos dos cursos encontrados em faculdades e especializações. É possível encontrar cursos livres em diversas áreas de conhecimento, como culinária, línguas, informática, estética, música e qualquer outro tipo de conteúdo que possa ser ensinado.

Para termos uma pequena noção da abrangência que a modalidade conquistou nos últimos anos, basta verificarmos os dados divulgados pelo MEC e pelo INEP relativos ao Censo da Educação Superior de 2016.

De acordo com esse relatório, o ensino a distância no Brasil já apresenta maior cobertura quando comparada aos cursos presenciais nos processos seletivos de novas vagas para programas especiais.

Além disso, o número de ingressantes em cursos de graduação apresentou um aumento de mais de 20% em um período de 2 anos — exatamente devido ao crescimento da modalidade a distância.

Ainda de acordo com os dados do MEC, entre 2006 e 2016, o número de pessoas que ingressaram nos cursos de graduação a distância apresentou uma variação positiva de 297,3%, enquanto nos cursos presenciais essa mesma variação foi de 22,2%.

Diante de tantos dados apresentados e da crescente oferta de uma enorme gama de aulas online, não dá pra negar que essa modalidade está acumulando cada vez mais adeptos e abocanhando um espaço significativo no mercado.

Uma oportunidade e tanto não apenas para quem está pensando em estudar a distância, mas também para as pessoas que têm interesse em fazer uma mudança na vida profissional e em se aventurar no empreendedorismo digital. E, se você faz parte do último grupo, não pode deixar de analisar as possibilidades que a educação a distância oferece!

Nos próximos tópicos, vamos apresentar, de forma mais aprofundada, como é o funcionamento da EAD, passando pela história do surgimento da modalidade até os dias de hoje. Confira e saiba mais!

Como surgiu a educação a distância?

educação a distância - informações adicionais

Se você acha que educação a distância é um assunto completamente atual e que só começou a ser discutido quando a tecnologia entrou de vez no cotidiano das pessoas, você está muito enganado!

O início da EAD como conhecemos hoje, ou seja, como uma ação institucionalizada de ensino, ocorreu no século XIX e teve seu embrião na Grécia e na Roma antigas. Naquele período, a educação a distância era feita por meio de uma rede de comunicações por correspondência, ou seja, pelo envio de cartas.

Porém, sabe-se que desde a Revolução Científica, em meados do século XVII, já havia a necessidade do compartilhamento de conhecimentos. Como nos períodos anteriores aos avanços tecnológicos a comunicação era feita por correspondência, o ensino a distância também ficava a cargo dessa transmissão de conteúdo.

E acredite: há registros de pessoas ensinando desde técnicas de taquigrafia em cartões postais a cursos de línguas e, até mesmo, técnicas de segurança no trabalho de mineração.

Com o passar dos anos e as melhorias nos serviços dos correios por causa do desenvolvimento dos meios de transporte e de comunicação, a educação a distância passou a ser ainda mais procurada.

Por causa do movimento de migração ocasionado pela Primeira Guerra Mundial, muitos estudantes deixavam as suas cidades e, consequentemente, suas instituições de ensino.

Para que eles não fossem ainda mais prejudicados pela guerra, a França criou, em meados de 1939, um programa de educação a distância via postal que, com o tempo, passou a contar também com a utilização do rádio para ajudar a transmitir os conhecimentos.

Nesse mesmo período, a América Latina também dá início às suas primeiras experiências com os programas EAD, principalmente no Brasil, na Colômbia, no México e na Venezuela, dando surgimento a novos métodos de ensino em todo o mundo.

Já entre as décadas de 1960 e 1970, apesar dos materiais em formato escrito ainda serem a base da aprendizagem no formato EAD, outras técnicas de ensino começaram a ser implementadas. Durante essa época houve a incorporação de novos recursos, como:

  • gravações em áudio;
  • utilização de videocassete;
  • transmissões de rádio e televisão;
  • videotexto;
  • utilização do computador;
  • tecnologia de multimeios (combinação de texto, imagens e som);
  • geração de caminhos de aprendizagem alternativos (como os hipertextos);
  • programas tutoriais informatizados.

Por fim, o que foi criado para ser apenas uma forma de superar os déficits educacionais ocasionados pela guerra, para atualização de técnicas e conhecimentos e para qualificação profissional, acabou se tornando uma excelente alternativa de ensino na era digital.

E, como você já deve ter percebido, com todos os avanços da EAD nos últimos anos, ela já se consolidou tanto como um sistema complementar de desenvolvimento de novos conhecimentos quanto como a principal base de ensino em muitos casos.

Quer saber mais sobre o funcionamento desse mercado? Veja no tópico a seguir!

Como funciona a EAD?

A própria dinâmica da educação a distância, com sua praticidade e flexibilidade de horários e locais para estudar, já representa um grande atrativo para os estudantes que buscam alternativas eficazes para aprender mais ou até mesmo conquistar o seu diploma de graduação.

Por meio de uma plataforma online, denominada ambiente virtual de aprendizagem (AVA), os alunos podem ter acesso às aulas e materiais de estudo a qualquer momento e de onde estiverem.

Dessa forma, a metodologia acompanha o ritmo de aprendizagem individual e o aluno alcança um caráter de protagonismo.

A EAD oferece uma extensa gama de conteúdos e possibilidades de desenvolvimento de novos conhecimentos que atendem às demandas mais urgentes do mercado atual.

Quais são os formatos de ensino a distância?

Conforme apontamos no tópico anterior, a EAD oferece diferentes alternativas para abordar os conteúdos ao longo do curso. Entre os principais formatos utilizados, podemos listar:

  • videoaulas, que podem ser disponibilizadas em forma de transmissão ao vivo, webinário, ou gravadas em estúdio para serem assistidas posteriormente;
  • conteúdos em áudio, como podcasts ou videoaula em formato MP3;
  • ebooks, com o conteúdo abordado nas aulas além de outras informações complementares que possam enriquecer a aprendizagem;
  • apresentações e infográficos, que trazem o conteúdo de forma criativa e diferenciada, prendendo a atenção dos alunos;
  • fóruns e chats, que permitem a troca de ideias, debates e discussões em tempo real.

Todos esses recursos contribuem para deixar as disciplinas ainda mais dinâmicas, facilitando a aprendizagem e contribuindo com o bom desempenho dos alunos no decorrer do curso.

Como são as plataformas de educação a distância?

Para garantir que todas as ferramentas de EAD funcionem corretamente, é muito importante que o professor online ou a instituição de ensino conte com o apoio de uma boa plataforma de hospedagem.

Essa escolha é muito importante, já que essa ferramenta terá a função de armazenar os conteúdos disponíveis e permitir que os alunos tenham acesso aos materiais de estudo, atividades e outras informações relativas a seus cursos e a seus cadastros.

A partir de uma busca simples, é possível encontrar diversas empresas que oferecem o serviço de hospedagem de cursos online. Basta procurar pela plataforma que melhor atende às suas necessidades, caso você seja um Produtor!

Ao contratar um bom serviço de hospedagem, você terá um ambiente virtual personalizado, com os recursos mais adequados aos cursos oferecidos e suporte especializado para que a sua única preocupação seja produzir um conteúdo de qualidade.

Qual é a diferença entre tutor e professor online?

Durante todo o período de duração do curso online, os alunos poderão contar com o acompanhamento de dois perfis de profissionais que exercem diferentes funções durante a jornada de aprendizagem: o tutor ou o professor online.

E para que você conheça um pouco mais sobre as particularidades e atribuições de cada um, vamos dedicar o próximo tópico para nos aprofundar nesse assunto. Confira!

Professor EAD

Assim como acontece na modalidade presencial, na educação a distância os professores também são responsáveis pela transmissão dos conhecimentos, propondo aos alunos a reflexão e a formação de opiniões críticas e de visões analíticas.

Para isso, é importante que o profissional saiba como planejar e conduzir as aulas online de forma dinâmica e interessante para manter os aprendizes constantemente engajados e motivados durante os estudos.

Tutor EAD

Se o professor EAD é a peça-chave para a produção dos conteúdos transmitidos aos alunos, o tutor tem o papel de intermediar essa relação, monitorando as atividades do ambiente virtual de aprendizagem, observando o progresso dos alunos ao longo do curso e auxiliando-os em sua jornada. Em seu dia a dia, esse profissional tem as seguintes atribuições:

  • tirar as dúvidas dos estudantes sobre o conteúdo das aulas ou o funcionamento da plataforma;
  • corrigir provas e outras tarefas avaliativas;
  • sugerir novos materiais de estudo complementares às disciplinas;
  • produção dos conteúdos pedagógicos junto aos professores EAD.

Para isso, é importante que o tutor EAD esteja bem informado, não apenas com relação às tendências do mundo da educação, mas também sobre as novas tecnologias, garantindo que o processo de aprendizagem seja verdadeiramente eficiente.

Para quem é a EAD?

Considerando os pontos que já abordamos sobre a educação a distância até o momento, podemos concluir que essa modalidade possibilita a entrada de um perfil muito mais amplo de pessoas do que os cursos unicamente presenciais, não é mesmo?

Mas vivendo em uma sociedade que demanda um aperfeiçoamento constante e uma desenfreada aquisição de conhecimentos e habilidades, como driblar a falta de tempo para investir em aprendizagem?

É nesse cenário que a educação a distância surge como uma alternativa prática e viável. Assim, ela engloba todos os que se interessam em estudar determinado conteúdo, mas precisam de um ambiente dinâmico e simples.

Porém, é importante frisar que quem escolhe a aprendizagem virtual precisa ter acesso fácil à internet, ser minimamente organizado para absorver todos os conteúdos e realizar as atividades exigidas dentro do prazo, mesmo em um contexto mais flexível. Afinal, na EAD é o aluno do curso online que determina o tempo necessário diariamente para estudar.

Além disso, a educação a distância também é para o professor que deseja complementar suas aulas com outros materiais didáticos ou para aquelas pessoas que querem trabalhar com outras modalidades de ensino e não querem sair de casa para isso.

A verdade é que as possibilidades são infinitas quando pensamos em aulas virtuais. Você pode aprender desde uma nova profissão até uma habilidade artística, tudo isso graças aos recursos digitais e à evolução tecnológica. Por isso, é tão interessante pensar nesse mercado.

Qual é o perfil do aluno dos cursos a distância?

Quem opta por um curso presencial geralmente busca uma maior convivência com o professor e com os colegas, além de uma infraestrutura que facilite seus estudos.

No entanto, os alunos EAD têm características diferenciadas que possibilitam o desenvolvimento de seus conhecimentos mesmo longe da sala de aula. Entre elas, podemos destacar:

Proatividade

De modo geral, o sistema de aprendizagem a distância exige que o aluno tenha autonomia para gerenciar seus horários de estudo de acordo com a sua rotina para acessar os conteúdos das disciplinas e realizar as atividades dentro do prazo estipulado.

Capacidade de planejamento

Saber como realizar um bom planejamento é uma habilidade essencial tanto para os estudos quanto para a rotina profissional.

Essa competência permite que o aluno crie um cronograma organizado, equilibrando suas atividades cotidianas com os momentos dedicados à EAD, sem perder de vista os momentos de descanso e lazer.

Disciplina e organização

Se, de um lado, a construção de um planejamento é indispensável, do outro, a disciplina e a organização são fundamentais para tirar a programação do papel e colocá-la em prática com sucesso, cumprindo as tarefas propostas com eficiência e mais tranquilidade.

Do ponto de vista dos profissionais que estão por trás do processo de ensino, é preciso ter um conhecimento aprofundado dessas características do perfil do aluno EAD e das necessidades desse público.

A partir dessas informações, os cursos podem contribuir para uma rotina flexível, que possibilite o equilíbrio entre estudos e trabalho, com mensalidades mais acessíveis e um conteúdo que contempla as exigências do mercado de trabalho.

Quais são os benefícios e oportunidades da educação a distância?

Após apresentar os recursos e as possibilidades da EAD, além dos dados que demonstram o quanto esse mercado tende a crescer, vamos falar sobre as principais vantagens que a modalidade pode trazer para você.

Para os produtores de conteúdo, a EAD representa não apenas uma fonte de renda com a venda de cursos, mas também uma excelente oportunidade de gerar novos negócios e criar parcerias estratégicas.

Tais atitudes certamente farão a diferença para que esses profissionais se tornem reconhecidos como autoridade no segmento.

Já para os alunos, além da aquisição de novos conhecimentos relevantes para as suas carreiras, a EAD ainda traz a praticidade de estudar com horários e formatos flexíveis adequados à sua rotina.

É importante observar, também, que a modalidade pode contribuir para o desenvolvimento de competências importantes para o mercado de trabalho, como:

  • familiaridade com as novas tecnologias;
  • atualização de conhecimentos;
  • disciplina, organização e proatividade;
  • habilidades de gestão de tempo.

Se interessou pelo segmento e gostaria de atuar nele de forma ativa? Então, continue conosco para descobrir como você pode ingressar nesse mercado!

Passo a passo para começar a atuar nesse mercado

Se você é professor e trabalha com aulas presenciais, já está bem adiantado e só precisa adequar sua forma de ensino ao ambiente virtual e suas particularidades.

Mas, se você ainda não atua na área e mesmo assim está interessado nesse mercado, não desanime! Saiba que há espaço para todos que têm conhecimento em algum tema específico e estão dispostos a compartilhar e empreender.

Se identificou com esse perfil? Então, confira o nosso passo a passo para começar a aproveitar todas as oportunidades de negócio que o mundo da educação a distância pode oferecer.

1. Pesquise as tendências

Mais do que ter um conhecimento extenso em determinado assunto e querer compartilhá-lo, é necessário que haja espaço e interesse do mercado em sua área específica.

Então, antes de começar a dar aulas online, certifique-se de que há audiência para o que você pretende ensinar.

Comece fazendo uma pesquisa aprofundada sobre o mercado em que você quer atuar e o que é comentado sobre ele na internet de modo geral — aqui, você pode contar com o auxílio de ferramentas de busca como o Google Trends e o SEMRush.

Essa verificação poderá ajudá-lo a verificar quais são as tendências, os assuntos mais pesquisados, e identificar o que você pode trazer de único e atrativo para seu público.

Aqui, vamos dar um pequeno exemplo para que você possa compreender melhor: imagine que você deseja criar aulas no formato EAD sobre alimentação natural para animais de estimação.

O primeiro passo, antes de colocar o seu plano em prática, é verificar quais são os segmentos desse ramo que estão atraindo mais interessados e os que estão menos contemplados, mas têm alta demanda.

Se há uma saturação de cursos sobre alimentação natural em geral, estude quais são os temas que o público tem solicitado e que ainda não há material suficiente para atender a toda essa procura.

Dessa forma, você atrai um público que, mesmo que seja mais enxuto, não é tão alcançado pelo material que já está disponível no mercado e apresenta maiores chances das pessoas se interessarem pelo que você tem a ensinar.

2. Crie uma persona para seu negócio

Esse segundo passo é muito importante para ajudar quem está começando um negócio a ter foco e investir no público correto.

Na prática, criar uma persona é definir quem é o seu cliente em potencial com a elaboração de um perfil completo das características, desejos e objeções desse consumidor.

É interessante observar, porém, que a definição da persona vai além da descrição do público-alvo. Ela está relacionada com a construção de um avatar que representa o seu cliente ideal, abordando todos os aspectos demográficos e psicográficos.

Com isso, suas estratégias de marketing serão mais assertivas, já que têm como base esse perfil, e você terá mais possibilidades de atrair as pessoas que, de fato, poderão se tornar consumidoras do seu produto.

Definir e ter conhecimento de quem é sua persona permite que você elabore o seu conteúdo de forma direcionada. Assim, você evita desperdícios de investimento em um público não interessado e possibilita o enriquecimento do material para que ele agregue valor a seus clientes.

Sendo assim, para que você consiga criar um perfil completo da sua persona, é importante estabelecer algumas informações relevantes, como:

  • nome, sexo e idade;
  • escolaridade e profissão;
  • classe socioeconômica;
  • poder aquisitivo;
  • estilo de vida (hábitos diários, interesses, hobbies etc.);
  • atributos de qualidade que ela busca em produtos ou serviços.

Você também pode listar outros dados que julgar pertinentes para estabelecer uma descrição da sua persona ainda mais completa.

3. Defina o formato ideal para as suas aulas online

Depois de ter uma visão mais completa do mercado e estabelecer o perfil das pessoas que podem demonstrar interesse em seu conteúdo, chegamos no momento de pensar e definir qual será o formato de suas aulas.

Como apontamos no tópico sobre os formatos de ensino a distância, existe uma diversidade de materiais que podem ser utilizados para que você consiga compartilhar os seus conteúdos.

A escolha vai depender das vantagens e desvantagens de cada modelo em relação ao nicho de mercado do seu negócio.

Por isso, é essencial analisar com cuidado e escolher o formato que for mais compatível com o perfil de sua persona. Neste tópico, vamos nos concentrar nos dois formatos mais populares encontrados nas plataformas EAD: os ebooks e as videoaulas.

Ebooks

O ebook é um livro em formato digital, cuja linguagem deve ser predominantemente escrita, mas com inclusão de imagens, gráficos e tabelas para ilustrar e destacar as informações que estão sendo compartilhadas.

Para quem tem receio de aparecer na frente das câmeras por timidez, dificuldade de se expressar oralmente ou pela falta dos recursos necessários, essa é uma boa opção!

A elaboração desse conteúdo depende apenas de conhecimento, capacidade de se expressar com desenvoltura por meio da escrita e uma ferramenta simples de edição de texto.

Além disso, pode ser o formato ideal para quem deseja criar um produto que demande do consumidor o mínimo de conexão à internet, já que, após ser feito o download, o ebook fica disponível offline para ser acessado a qualquer momento.

Videoaulas

Se você deseja empreender no mercado de EAD com vídeos, deve estar ciente de que a produção deste tipo de material exige maior elaboração, se comparada à do material escrito.

Contudo, suas características permitem um relacionamento mais estreito com a audiência, além de possibilitar o uso de recursos que deixam o curso mais dinâmico, cativante e convidativo, como recursos de áudio e animações.

4. Planeje seu material

Após definir qual será o material utilizado, é hora de planejar como você vai criar, organizar e publicar o conteúdo desenvolvido.

Se você decidiu elaborar um ebook, comece dividindo os assuntos em tópicos e esboce o que você vai escrever em cada um deles, conectando as informações apresentadas com coerência para que o texto seja facilmente compreendido.

Além disso, existem outras dicas para que você possa construir um material de qualidade:

  • pesquise bastante sobre o assunto que for abordar e concentre-se em pontos que sejam realmente relevantes para o seu leitor;
  • caso você já tenha escrito algo sobre o tema em outros canais, como posts em blogs ou em redes sociais, pode ser interessante inclui-los no seu ebook;
  • dê atenção especial à formatação e às questões gramaticais e semânticas do conteúdo;
  • evite parágrafos muito longos, utilize tópicos e imagens relacionadas ao assunto para que a leitura fique mais interessante e menos cansativa.

Você pode usar suas próprias imagens, desde que sejam em alta resolução, ou usar fotos de bancos de imagens disponíveis na internet.

Há vários sites, pagos e gratuitos, que disponibilizam fotos de excelente qualidade e dos mais variados temas.

No entanto, se sua escolha for o formato de videoaulas, comece preparando os planos de aula e elaborando um roteiro para o seu curso, separando as aulas de acordo com o conteúdo e cuidando para que elas se complementem de forma linear.

Pense em quantas aulas serão necessárias para abordar todo o tema escolhido, lembrando que é importante que cada aula tenha conteúdo suficiente para prender a atenção e que ensine algo relevante, mas sem ser muito extensa a ponto de ficar cansativa.

Como estamos considerando que você já definiu sua persona antes de chegarmos nesse ponto, avalie bem o perfil de seu cliente ideal para saber qual será a melhor abordagem, postura corporal e linguagem para usar em suas aulas.

Procure treinar a sua desenvoltura e oratória diante das câmeras! Se achar necessário, grave vídeos de teste para que alguns amigos assistam e deem feedbacks sobre o conteúdo e a forma como você transmitiu a mensagem.

Junte esse conhecimento a uma câmera, um microfone, um cenário de ambiente claro, boa iluminação e alguém para conduzir o vídeo, assim você já estará com quase tudo encaminhado para iniciar o seu negócio no mundo da EAD.

E, na hora da edição, se você não tiver nenhum conhecimento e acha que vale a pena investir nisso, contrate um profissional para editar as suas aulas. Mas, se for apertar o seu orçamento e tiver interesse em aprender a editar sozinho, na internet estão disponíveis vários tutorias e programas gratuitos e pagos sobre edição de vídeos.

Independentemente do formato de conteúdo escolhido, o mais importante é ter bastante domínio sobre o tema que você vai abordar para que consiga transmitir naturalmente a mensagem, tanto na forma escrita quanto visual.

5. Escolha uma plataforma para hospedar suas aulas

Agora que você já aprendeu como dar aulas online, é hora de definir a melhor plataforma para hospedar o seu curso.

Conforme já apontamos no tópico específico sobre plataformas de hospedagem, existem diversas opções disponíveis no mercado. O segredo é escolher aquela que melhor se adapta às necessidades de seu curso e de seus consumidores. Afinal, essa será a sua sala de aula virtual!

Por isso, procure levar em consideração questões como confiabilidade e segurança quando se tratar de compras, possibilidade de personalização, adaptação a diferentes formatos de tela, entre outros.

6. Divulgue suas aulas

De nada adianta estudar e se esforçar tanto para produzir um conteúdo de qualidade se seu curso online não chegar até a audiência desejada, não é mesmo?

Por isso, após decidir os melhores assuntos para abordar, criar a sua persona, definir o formato ideal, planejar e criar as suas aulas online e escolher a melhor plataforma para hospedá-las, o foco deve ser na divulgação de seu material e na captação dos alunos.

Pensando nisso, vamos aproveitar esse tópico para apontar algumas formas interessantes de colocar esse plano em prática!

Blog

A criação e manutenção de um blog é uma forma eficiente de educar a sua audiência para que ela comece a dar credibilidade àquilo que você diz e, consequentemente, se interesse em adquirir o produto que você está oferecendo.

Publique conteúdos que agreguem valor a seus usuários e que se relacionem, direta ou indiretamente, ao curso online para o qual você deseja conseguir alunos.

Se você produziu um ebook com dicas e receitas para quem está querendo adotar um estilo de vida vegano, por exemplo, pode compartilhar em sua página conteúdos diversos, como:

  • materiais de cunho educativo sobre os benefícios da alimentação sem derivados de animais;
  • famosos que aderiram ao veganismo;
  • algumas receitas mais simples;
  • questões como sustentabilidade, consumo consciente ou outros temas relacionados.

Nas publicações, você deve então focar em temas de interesse de sua persona, sem que seja necessário ofertar diretamente sua marca a todo momento. Dessa forma, o público se convence de que, por você ser especialista naquele nicho, seu produto é a melhor solução.

Anúncios pagos

Para colocar e divulgar seu produto no mercado, uma das opções é criar anúncios pagos para serem exibidos em redes sociais, sites anunciantes e ferramentas de busca, por exemplo.

Ao divulgar uma propaganda que contenha uma imagem nítida e convidativa, junto a um texto interessante em canais acessados por sua persona, você instiga o público a clicar no anúncio e ser redirecionado para o link de compra de seu produto.

Redes sociais

Pesquise quais são as redes sociais nas quais há maior acesso de seu público e esteja presente nelas de forma consistente e atrativa.

Assim como no blog, não é recomendado que você apenas tente vender seu produto, mas que trabalhe com conteúdos exclusivos que criem identificação dos usuários com sua marca.

Aposte em imagens e textos de fácil leitura e compreensão para educar a sua audiência de maneira despretensiosa e estreitar o relacionamento com seus potenciais clientes.

Email marketing

Acredite: por mais que pareça ultrapassado, o encaminhamento de email marketing ainda é uma das melhores estratégias para se comunicar com sua audiência e transformar possíveis clientes em consumidores de seu produto.

Uma das maneiras de ter acesso aos emails da audiência que você deseja é por meio da disponibilização de materiais ricos em seu blog ou site, que solicitem o email dos visitantes em troca do download do conteúdo.

Assim, você reúne uma base interessada no que você compartilha e pode começar a se comunicar com ela por meio de emails.

Escolha uma das ferramentas de disparo de emails existentes e nutra o relacionamento com seus usuários por meio do encaminhamento de conteúdos diversificados até chegar o momento de, enfim, oferecer seu produto.

O que os professores online estão dizendo?

Se, mesmo depois de todas essas informações, você ainda não tem certeza de que a educação a distância é um bom mercado, temos mais algumas informações para te ajudar a entender isso.

Convidamos alguns professores especialistas em suas áreas de atuação para conversar.

Dá uma olhada no que eles falaram sobre o uso de tecnologias no sistema de ensino:

“O ensino a distância vem como uma possibilidade de ampliação do processo de ensino e aprendizagem, dada sua flexibilidade, facilidade de acesso e autonomia por parte do estudante e sua abrangência passa pelo ensino superior, médio, cursos livres e pelos cursos preparatórios. Sendo nossa maior experiência no ensino médio e preparatórios para o ENEM, temos a possibilidade de aliar o ensino presencial com ferramentas que permitam aos alunos estudarem a qualquer momento, de qualquer lugar, e, vez ou outra, unindo o aprendizado ao entretenimento. Canais de ensino, como alguns encontrados na plataforma Youtube EDU, trabalham com essa visão de unir o técnico e acadêmico a uma experiência mais descontraída e, por vezes, bem diferente do que é ofertado em uma sala de aula tradicional. Aulas com recursos audiovisuais de alta qualidade, temáticas interdisciplinares e a possibilidade de vídeos mais curtos são algumas das vantagens que a flexibilidade das plataformas online nos proporciona. Vantagens que também valem para o uso das redes sociais, que podem ser exploradas para disponibilizar esse tipo de conteúdo, visto que os jovens passam parte considerável de seu dia conectados.”

Breno Meira

Professor de física @Chromos e idealizador do Calourologia

 

“Compreendemos as dificuldades de acesso, sobretudo se considerarmos as realidades regionais do país. Contudo, é fundamental perceber que a tecnologia pode e deve ser utilizada para superar as barreiras que, muitas vezes, se impõem no processo de ensino/aprendizagem. Assim, a pluralidade de modelos e as diferentes necessidades faz com que seja possível produzir conteúdo e formatos que atendam a grande variedade de demandas existentes. Desde viodeoaulas tradicionais e cursos online com programas elaborados, até pequenas inserções de conteúdo com motivação de vídeos, imagens ou gráficos disponibilizados, por exemplo, em redes sociais. Nossa experiência, mesmo que incipiente, nos faz perceber as semelhanças e diferenças do ensino presencial e a distância. Bem como os limites e possibilidades das ferramentas utilizadas, como YouTube, blogs e redes sociais como Facebook e Instagram. Trazer conteúdo de acesso ampliado, democrático, interdisciplinar e de linguagem acessível é o que nos motiva a buscar as mais diversas tecnológicas aplicáveis a processos educacionais.”

Guilherme Vilela

Professor de geografia @Chromos e idealizador do Calourologia

A educação a distância é para você?

Depois de tudo o que falamos por aqui, pode ser que você tenha chegado à conclusão de que a educação a distância vale a pena para você! Afinal, o mercado de ensino a distância tem espaço para todos os que estão dispostos a se dedicar em aprender e compartilhar conteúdos educativos e relevantes no mundo digital.

Independentemente do fato de já ter atuado no ramo da educação, se você tem um conhecimento específico e sente que está pronto para compartilhá-lo com outras pessoas interessadas, investir em aulas online é sim pra você!

 

Por que montar uma escola de cursos profissionalizantes?

Ei, você aí que tem grandes conhecimentos na sua área e vontade de empreender, já pensou em montar uma escola de cursos profissionalizantes?

Com a configuração de mercado que temos hoje, cada vez mais as empresas buscam perfis que ofereçam algo além de uma formação tradicional. Nesse sentido, cursos especializados — livres ou técnicos — são uma boa pedida.

Fale a verdade: quem nunca quis fazer aulas de educação financeira, inteligência emocional, gestão de tempo ou outros conteúdos ricos para o desenvolvimento profissional e pessoal?

Continue a leitura e tire suas dúvidas: criar um curso é um risco ou uma oportunidade?

Vale a pena trabalhar com educação?

A educação é uma das áreas mais nobres de atuação profissional: quem tem conhecimentos para transmitir é capaz de modificar vidas — seja por uma recolocação profissional, seja pela evolução pessoal.

Além da parte poética da profissão, lecionar também tem vantagens mais… práticas, digamos assim. Por exemplo:

  • a reciclagem contínua de conhecimentos;
  • o desenvolvimento de habilidades comunicativas e de planejamento;
  • a possibilidade de uma renda extra.

Sem contar que as chances de uma escola de cursos profissionalizantes de qualidade dar certo são grandes.

De acordo com uma notícia publicada na revista Exame, com dados do Ministério da Educação, a procura da população brasileira por formações complementares vem crescendo significativamente.

Os motivos são:

  • a curta duração dos cursos;
  • o baixo investimento;
  • a tentativa de driblar o desemprego com conhecimentos alternativos;
  • a busca por aperfeiçoamento pessoal.

O que considerar ao criar um curso?

Parece mesmo ser uma boa investir em uma escola de cursos profissionalizantes, né? Mas por onde começar?

Bem, três aspectos são essenciais no planejamento: definição do produto e de público, conhecimento de mercado e estratégias de divulgação.

Para que esses três pontos permaneçam alinhados e resultem em um curso bem-sucedido, é interessante montar um plano de negócios. Nele, você colocará todas as informações que te orientarão nessa etapa de planejamento.

Basicamente, ele deve conter as respostas para algumas perguntas-chave, como as que colocamos abaixo.

1. Definição de produto: o que você quer vender e para quem?

Você já sabe qual será o conteúdo do seu curso? Definir com clareza os temas que serão abordados é o primeiro passo para começar a pensar em público, em orçamento e em mercado.

Nesse ponto, a dica é óbvia: dê prioridade para as áreas em que você tem um conhecimento aprofundado.

Afinal, para produzir um conteúdo realmente rico sobre determinado tema, você precisa saber do que está falando, concorda?

Com esse ponto de partida, é hora de conhecer e segmentar seu público: quem se interessa por esse assunto?

A definição de persona — um perfil mais detalhado de público-alvo — é essencial para entender exatamente quais são os problemas para os quais o seu curso será uma solução.

Com base nas necessidades do seu cliente ideal, dá para pensar nos pontos fortes da sua ideia, que servirão como um diferencial competitivo.

2. Análise de setor: como sua ideia se insere no mercado?

Em seguida, uma boa análise de mercado — ou pesquisa mercadológica — ajuda a situar a sua ideia no setor:

  • Qual é a procura pelo produto que você tem em mente?
  • Quais são as tendências desse nicho?
  • Quem são os líderes desse segmento?
  • De que forma a concorrência atua?
  • Quais são os pontos fracos da concorrência?

Essas perguntas são muito importantes para guiar sua iniciativa como empreendedor. Até porque escola de cursos profissionalizantes é o que a gente mais vê por aí.

Então, conhecer o seu nicho de atuação e as características da concorrência é excelente para que suas decisões no planejamento garantam o diferencial competitivo do seu negócio.

3. Ações de divulgação: qual a estratégia para alcançar o público?

Agora, uma etapa muito importante que nem sempre fica entre as prioridades: estruturar um plano de mídia para a divulgação do seu negócio.

O planejamento de ações de marketing desde antes do lançamento do produto pode ser decisivo. Assim, você consegue atrair a atenção do público e começar com o pé direito. Algumas etapas desse plano são:

  • escolher os canais que serão utilizados;
  • estruturar campanhas de marketing digital;
  • investir em publicidade paga;
  • definir métricas e indicadores de acompanhamento;
  • pensar em meios de nutrir o público.

E os produtos digitais, como entram na história?

Já sabe quais são os segmentos de cursos que você quer trabalhar? Ótimo! Agora temos uma pergunta: já pensou em abrir uma escola de cursos profissionalizantes na internet?

É isso mesmo! Os produtos digitais estão com força total. E nós temos um exemplo de sucesso para te contar:

O Anderson Rey possuía uma empresa de assistência técnica e refrigeração. Porém, apesar de amar fazer esse trabalho, ele também tinha uma outra paixão: a internet.

Com o tempo, Anderson começou a ter cada vez menos tempo. Então, pensou: como manter o seu negócio e ainda trabalhar com a internet?

Ele criou um canal e fez o seu primeiro vídeo, dando uma dica sobre ar condicionado. Um comentário em suas primeiras publicações no YouTube lhe chamou a atenção: era alguém pedindo para que ele gravasse um curso sobre instalação de ar condicionado.

Foi então que ele teve a ideia de criar o curso “O segredo das lavadoras”. Os resultados foram tão além do que ele esperava que, depois desse, Anderson lançou mais três cursos.

Os produtos digitais na área de educação não perdem em nada para os cursos presenciais, mas têm amplas vantagens, como:

  • flexibilidade: os alunos podem estudar a qualquer hora e lugar, inclusive utilizando os dispositivos móveis;
  • autonomia: há um protagonismo estudantil, já que os alunos podem adaptar a metodologia de aprendizagem da forma que entenderem melhor;
  • economia: normalmente, os cursos online saem mais em conta do que os presenciais.

Essas três características positivas — que não são as únicas — atraem muito o público. Afinal, há pessoas que querem continuar estudando e aprimorando a carreira, mas acabam desistindo por:

  • falta de tempo;
  • pouca identificação com as metodologias tradicionais de ensino;
  • perfil incompatível com currículos engessados;
  • dificuldade de arcar com custos do curso, do transporte e da alimentação na rotina de estudos.

Por essas e outras, os cursos profissionalizantes oferecidos em plataformas digitais são uma grande tendência.

Enfim, cursos são oportunidades ou um risco de negócio?

O mercado educacional é, sim, uma oportunidade de negócios — cada vez mais, as pessoas buscam por complementos à formação e especializações de conhecimento.

Então, vale a pena montar uma escola de cursos profissionalizantes, ainda mais se for no ambiente digital. Como vimos, atuar na EAD é uma tendência com excelente aceitação. Por isso, que tal começar já? Veja nosso guia com um passo a passo bem detalhado sobre como criar e vender cursos online. Até lá!

10 estratégias para aumentar sua captação de alunos

Todo mundo já percebeu que os rumos da educação estão mudando. O crescimento da educação a distância é indiscutível e, mesmo que essa modalidade de ensino não exclua a presencial, devemos ficar atentos a essa tendência.

Devido à expansão da EAD, o número de pessoas que estão investindo na criação de cursos online também aumentou consideravelmente. Afinal, quem não quer investir em um mercado tão promissor?

No entanto, apesar da quantidade de profissionais já ter crescido tanto, a área de ensino online continua em desenvolvimento, atraindo mais atenção e ganhando novas configurações. Ou seja, ainda há espaço para quem quer trabalhar com EAD e ganhar dinheiro dando aulas na internet.

Se você já tem algum curso online ou está pensando em começar o seu negócio agora, precisa ler este texto.

Vamos mostrar dicas sobre o que o profissional da área precisa fazer para melhorar a captação de alunos.

1. Posicione-se como autoridade em seu nicho

Hoje, o usuário que quer aprender um novo conhecimento tem milhares de possibilidades à sua disposição na internet.

Existem vários professores e instituições oferecendo cursos sobre os mais variados assuntos e, por isso, o aluno tem como escolher o que ele achar melhor para suprir suas necessidades.

Para se destacar no meio de tanta concorrência, os profissionais precisam mostrar que têm muito conhecimento no assunto e que estão realmente preparados para oferecer ensino de qualidade para seus alunos.

Na internet, o compartilhamento de conteúdos úteis e gratuitos é uma forma eficiente de fazer isso.

Você pode criar um blog ou canal no YouTube para publicar materiais valiosos e atrativos para sua audiência.

Independentemente do tipo de conteúdo que for usar, essa estratégia serve para mostrar que você é um especialista na sua área de atuação. Isso ajuda a transmitir credibilidade e incentivar as pessoas a adquirir os seus cursos.

Pense bem: você se tornaria aluno de uma pessoa sem ter a certeza de que ela realmente pode te ensinar o que você precisa? Provavelmente não, certo?

Todo mundo quer aprender com quem tem expertise no assunto e pode agregar valor, seja para a vida pessoal ou profissional.

2. Comunique-se com seu público

Muitas pessoas acham que a educação a distância tem uma grande desvantagem: a falta de comunicação; ou seja, não haverá espaço para trocar informações, discutir sobre as aulas ou tirar dúvidas.

Para evitar esse tipo de objeção e conseguir aumentar a captação de alunos, é importante criar canais de comunicação para você mostrar que está disponível para responder as pessoas e oferecer sempre a melhor experiência possível.

Se as pessoas perceberem que você se importa com o aprendizado delas, vão se sentir mais confiantes para comprar seus cursos.

Existem algumas ações que você pode fazer para ampliar a comunicação com o público, como:

  • Responder comentários nas redes sociais e no blog;
  • Participar ativamente de fóruns relacionados ao seu nicho;
  • Fazer um fórum específico para responder questões sobre o seu curso;
  • Criar uma FAQ no seu site, para deixar respostas prontas para as dúvidas mais frequentes.

3. Desenvolva temas interessantes

Evidentemente, você precisa falar de assuntos que domina para conseguir fazer aulas completas e valiosas para os seus alunos.

É por isso que é imprescindível ficar de olho no que sua audiência está buscando, para que o conteúdo de seu curso seja o principal fator de atração de alunos.

Mantenha-se interessado no que seu público procura e estude sempre. Somente assim você vai conseguir se aperfeiçoar, buscar novos conhecimentos, atualizar o que já sabe e entregar o melhor para seu público.

É comum que o ramo da educação online se transforme de acordo com o que está acontecendo no mundo e na internet. Então, você tem que estar preparado para se adaptar e inovar nos conteúdos.

Isso não significa que você precisa mudar de área ou transformar totalmente suas aulas sempre que surgir uma nova tendência, ok?

Mas é fundamental verificar constantemente se sua linguagem está adequada, se há informações mais recentes, recursos mais modernos ou se existe algo mais específico que você pode abordar para conseguir aumentar sua captação de alunos.

Use ferramentas de pesquisa de palavras-chave para encontrar tendências e ver o que você pode fazer para se destacar.

Com elas, você descobre os termos que estão sendo mais buscados e os assuntos relacionados, ou seja, dá para encontrar muita inspiração para seus cursos.

Se você ainda não usa essa estratégia, algumas das opções de ferramentas são SEMrush, Google KeyWord Planner e Google Trends.

4. Explore vários formatos de conteúdo

Existem vários formatos de conteúdo que você pode usar nas suas aulas online, como vídeos, ebooks, quiz, infográficos e arquivos de áudio.

É importante escolher o tipo que você tem mais facilidade para elaborar, assim, será mais fácil transmitir segurança e profissionalismo para os seus alunos.

No entanto, tenha sempre em mente que as pessoas que buscam conhecimentos na internet procuram cursos acessíveis, dinâmicos e interativos. Elas querem consumir o conteúdo de maneiras diferentes, de acordo com sua rotina e com o local em que estão.

Isso significa que os professores que oferecem mais facilidades costumam ter mais destaque e, consequentemente, mais sucesso na captação de alunos.

Sendo assim, tente diversificar a maneira como você compartilha o que sabe para oferecer o máximo de possibilidades.

Essas são algumas formas de explorar os formatos existentes:

  • Adicionar recursos especiais aos seus vídeos, como perguntas interativas e trilhas;
  • Criar quiz dentro dos módulos para que o aluno teste seus conhecimentos e se sinta motivado;
  • Elaborar ebooks para abordar temas mais longos e complexos;
  • Criar infográficos para compartilhar dados e estatísticas;
  • Fazer webinários, que podem ser palestras, seminários ou aulas transmitidas ao vivo pela internet.

5. Explique seu método de ensino

Quando você resolve vender um curso online, precisa criar uma página que direcione as pessoas para o fechamento da compra. Essas páginas são as chamadas landing pages, criadas especificamente para uma determinada campanha de marketing.

Ao contrário do seu site ou blog, a landing page deve conter apenas detalhes referentes ao curso, pois ela serve para fazer com que o usuário realize a ação que você deseja que, neste caso, é comprar seu curso.

Nessa página, você deve colocar as informações importantes sobre o curso de maneira objetiva e atrativa.

Escreva uma headline criativa, crie um layout simples e mostre todas as vantagens que suas aulas oferecem para os alunos.

Esse é o espaço indicado para você explicar como será o processo de ensino e aprendizagem e convencer os usuários de que você está preparado para entregar algo valioso.

Apresente os formatos que você usa, o tipo de abordagem e os canais de comunicação que o seu curso tem.

Fale também um pouco sobre você, seu currículo e habilidades e, se possível, acrescente feedbacks positivos que você já recebeu de alunos.

6. Envie e-mail marketing

Depois de um tempo de atuação, você vai começar a entender melhor seu público e identificar as pessoas que têm mais probabilidade de comprar seu curso.

Nesse momento, uma boa estratégia de captação de alunos é o envio de e-mail marketing, que é o uso do e-mail para a promoção da sua marca e dos seus produtos.

Para isso, você vai precisar que seus clientes em potencial autorizem o acesso aos seus dados, o que acontece quando eles se inscrevem em uma lista de e-mails ou adquirem um produto que você compartilhou, como e-book, videoaula ou infográfico, por exemplo.

Muitas pessoas pensam que o e-mail é um canal de comunicação defasado, que não traz bons resultados para uma empresa, mas isso não é verdade.

O e-mail continua sendo uma das melhores maneiras de se comunicar com seu público, principalmente quando as pessoas já demonstraram interesse naquilo que você oferece.

7. Defina o valor de seu curso

Essa é uma das decisões que gera mais dúvidas nos empreendedores, pois não é fácil precificar algo novo em um meio com tanta concorrência.

Saiba que nem sempre o produto mais barato é o mais procurado, principalmente na área de educação e desenvolvimento de competências e habilidades.

As pessoas estão dispostas a pagar mais, se sentirem que terão mais benefícios.

Então, você precisa oferecer um preço justo, que seja compatível com o mercado, mas que se relacione com a importância do impacto que seu produto vai ter na vida do seu aluno.

Todo mundo que começa um negócio próprio precisa saber que o cliente não quer comprar apenas um produto, ele quer uma experiência valiosa, que solucione problemas do seu dia a dia e facilite a sua vida.

Se você conseguir criar isso, com certeza, seus alunos vão te dar preferência, mesmo que o valor seja um pouco mais alto que o do concorrente.

8. Escolha uma boa plataforma EAD

A plataforma escolhida para hospedar suas aulas também interfere na captação de alunos, pois existem opções com diferentes ferramentas e funcionalidades.

Os alunos que se inscrevem na educação a distância estão, pelo menos, minimamente familiarizados com a tecnologia e buscam cursos que tenham recursos que facilitem e otimizem seus estudos.

Por isso, pesquise bastante antes de escolher a plataforma EAD e verifique se a escolhida tem tudo o que você e seus alunos precisam.

A plataforma deve funcionar como uma sala de aula virtual para que o processo de ensino e aprendizagem não seja prejudicado pela distância entre alunos e professores.

Avalie os meios de comunicação disponíveis, a segurança oferecida na hora da compra, os formatos de conteúdo aceitos e se a plataforma é responsiva, ou seja, adaptável às telas dos variados dispositivos móveis.

9. Saiba lançar seu produto no mercado

Depois de criar suas aulas, definir um preço justo para o curso e escolher a melhor plataforma EAD, está na hora de fazer o lançamento de seu produto.

É muito importante conhecer os meios pelos quais você pode divulgar e saber como se comunicar com sua audiência. Mas você também precisa saber qual é a melhor hora para lançar algo novo no mercado, se quiser ter sucesso na captação de alunos.

Esse momento vai depender do tipo de curso que você criou e do reconhecimento que tem dentro do nicho em que atua.

Existem conteúdos que são atemporais, enquanto outros são mais buscados durante o período letivo ou nas férias, como os cursos livres.

Além disso, você precisa observar se as pessoas já criaram um vínculo com seu trabalho e começaram a te identificar como autoridade em seu nicho. Esse é um fator imprescindível para que os alunos confiem em seu curso e se sintam motivados para adquiri-lo.

E não se esqueça de analisar bem sua concorrência, para entender se o momento que você quer lançar seu produto é mesmo o mais adequado.

10. Participe de um programa de Afiliados

Nem sempre o profissional que cria um curso online conhece as melhores técnicas para divulgar seu negócio.

Infelizmente, isso pode dificultar as vendas e atrasar a ascensão da sua marca.

Mas não se preocupe, pois atualmente existe uma estratégia excelente para quem precisa fazer seu produto chegar até o público certo.

Os programas de Afiliados funcionam como uma ponte entre os produtores e as pessoas que têm o que é necessário para divulgar produtos e serviços de maneira eficiente e lucrativa.

Esses profissionais, chamados de Afiliados, vão promover seu curso em troca de comissões pelas vendas que conseguirem.

Ao investir nesse tipo de serviço, você conta com a ajuda de pessoas qualificadas e de todos os recursos tecnológicos para alavancar suas vendas e fazer com que seu público conheça o que você faz.

Quer trabalhar com educação a distância?

Não adianta ter todo o trabalho para criar um curso online completo, se você não souber como captar alunos para comprar suas aulas.

Por isso, aplicar as estratégias que apresentamos é extremamente importante para quem quer garantir que seu negócio será divulgado de forma assertiva.

Na dúvida sobre como dar cursos online? Foque em planejamento!

Está com dúvidas sobre como dar cursos online? Comece com um bom planejamento!

A sua preparação é primordial para que você consiga dar aulas pelas internet com autoridade.

Os cursos de educação a distância no ambiente virtual estão em constante expansão. Hoje, cada vez mais as pessoas têm procurado aprender novas habilidades para começarem uma nova carreira ou se posicionarem melhor no mercado de trabalho.

Então, um dos primeiros passos para finalmente dar aulas online é aprender como fazer um bom planejamento. Ele permite que você saiba quem é o seu público e estude como está a concorrência, além de estipular quando e quais assuntos abordar e o tempo de cada aula.

Mas, afinal, por que você deve começar a investir em cursos online? E como fazer um bom planejamento para eles?

Siga a leitura do artigo, no final, listamos algumas ferramentas que ajudarão você nessa tarefa!

O porquê de investir em cursos online

Com tantas áreas de atuação, uma das maiores tendências do mercado online é pautada, sem dúvidas, no ensino e na disseminação de conhecimento.

Um dos pontos que faz com que o curso online seja um dos grandes players de mercado são os inúmeros benefícios que ele oferece. Podemos começar falando sobre a flexibilidade de tempo e espaço, por exemplo.

Com cursos online, o professor consegue encaixar o momento de planejar, gravar, editar e publicar suas aulas em sua rotina, montando sua própria agenda.

Da mesma forma, os estudantes podem assistir ao conteúdo no momento adequado para eles e no lugar onde quiserem, facilitando, assim, o processo de aprendizagem.

Sem contar que a economia é outro fator de peso. Com um curso online, o professor consegue gravar as aulas em sua própria casa, não precisando gastar com deslocamento ou com refeição, além de conseguir uma economia de tempo por causa da subtração de tais tarefas do dia a dia.

Outro benefício muito estratégico que torna o curso online uma grande aposta de mercado é a quebra de barreiras geográficas.

Ao contrário das aulas presenciais, em que a maioria dos professores acaba lecionando apenas em sua cidade, nos cursos online é possível atingir alunos em qualquer lugar do mundo.

A importância do planejamento de cursos online

O planejamento deve ser um ponto de atenção de quem decide dar aulas online até porque isso auxilia os professores a se manterem organizados e fiéis ao plano de ensino durante todo o período de curso. Isso obviamente proporciona uma aula de maior qualidade, além de ajudar os alunos a alcançarem mais facilmente seus objetivos.

Quanto mais bem planejado, mais habilitado o professor estará para lidar com situações inesperadas que possam ocorrer durante o processo de ensino.

Além de ser extremamente relevante no momento de guiar o aprendizado dos alunos, o ato de elaborar esse plano leva o docente à reflexão e à pesquisa também. Ou seja, preparar-se é a melhor forma de evitar problemas.

Se a aula é o momento de aprendizagem do estudante, a elaboração do plano de aula deve ser considerada o momento de aprendizagem do professor.

Para aqueles que pretendem dar aulas online, o plano vai funcionar como um roteiro, assegurando que o professor mantenha o foco no que é realmente relevante para a aula.

O professor, ao seguir um plano de aulas bem organizado, tem liberdade para abordar as temáticas de aula de maneira muito mais eficiente e criativa, tudo dentro do prazo estipulado.

Da mesma forma que o escritor impõe a si mesmo certas ‘barreiras’, dentro das quais a história pode se desenrolar, o professor também pode fazer o mesmo com o auxílio de um plano.

Se o professor contar com um plano de aulas completo, que consiga abranger todo o conteúdo do curso e ainda levar em conta em quais aulas os estudantes vão ter mais facilidades ou dificuldades, terá liberdade para inovar em suas metodologias, dentro dos períodos de tempo disponíveis, para que possa alcançar seus objetivos pedagógicos.

Resumindo, esse é um investimento de energia e de tempo que vale muito a pena.

Sua função organizacional é indiscutivelmente poderosa, auxiliando na administração do tempo das aulas, na definição das melhores estratégias de ensino e na avaliação de como suscitar interesse em cada turma.

Ou seja, estamos falando sobre um guia feito pelo próprio professor que vai ajudá-lo a ter mais confiança em seu trabalho, além de dedicar esforço ao que realmente importa.

As ferramentas que auxiliam na preparação de um plano de aulas online

Dependendo do conteúdo, nem sempre criar planos de aulas é uma tarefa fácil, ainda mais quando o objetivo é que sejam simples e completos ao mesmo tempo.

No entanto, bons planos de aula são sempre a chave para uma boa experiência na sala de aula e, claro, para um aprendizado eficaz.

A seguir, confira 6 ferramentas online que separamos para que você possa planejar as suas aulas!

1. Learnboost

Para desenvolver um plano de aulas com conteúdos distintos sem criar uma confusão, você pode com a ajuda do Learnboost.

O site oferece ótimas ferramentas para organizar e customizar textos e arquivos dentro do planejamento. É uma facilidade que aumenta as chances dos professores atingirem suas metas nas aulas.

2. Standards Toolbox

Com o Standards Toolbox, você consegue elaborar testes, desenvolver o planejamento de aulas e criar calendários. É muito eficaz para professores que lecionam aulas em muitas turmas e que sentem dificuldades de se organizar.

3. Google Docs

Além de facilitar o armazenamento na nuvem e a elaboração de trabalhos com outras pessoas, o Google Docs também disponibiliza ferramentas bastante úteis para o planejamento de aulas. Nele, o professor encontra exemplos de como planejar a aula em diferentes necessidades e circunstâncias.

4. Have Fun Teaching

Está com dificuldades para criar planos de aulas mais criativos?

Esse site disponibiliza inúmeras opções de planejamento e muitas ferramentas para deixar a aula mais interativa e interessante.

5. Common Curriculum

O Common Curriculum certamente vai facilitar a vida do professor quanto ao planejamento de aulas.

Afinal, com ele é possível desenvolver aulas criativas e muito bem organizadas. O site recomenda tipos de layouts diferentes e os professores só precisam colar o conteúdo que desejam onde quiser.

6. Education Oasis

Além de oferecer layouts de aulas, o Education Oasis também oferece detalhes e exemplos de aulas bem planejadas.

Planeje-se para garantir sucesso

Após essas dicas certamente você não tem mais dúvidas sobre como dar aulas online, certo?

Tenha sempre um bom planejamento para garantir sucesso nas suas aulas. E, claro, não deixe de usar essas ferramentas que destacamos aqui para criar excelentes planos de aula.

Descubra como funciona a Lei de Cursos Livres

Você já pensou em criar um curso em uma área de conhecimento que domina muito? Supomos que sim, já que chegou até este artigo.  Mas será que existe lei de cursos livres? Há alguma regulamentação que norteia a atividade e a torna válida?

São boas perguntas e que costumam aparecer mesmo. Afinal, o senso comum considera que a educação normalmente se relaciona às instituições tradicionais — como escolas de nível básico e médio e os centros de ensino superior.

Assim, surge a dúvida se um curso livre, feito por uma pessoa desvinculada de organizações de ensino formais, é mesmo legítimo. Pensando nisso, preparamos um post completo sobre o assunto. Leia e saiba tudo sobre a legislação relacionada aos cursos livres!

Afinal, os cursos livres estão dentro da lei?

Quem sente vontade de transmitir conhecimento, e já até se pegou pensando na possibilidade de dar aulas, pode se deparar com estas questões: qualquer um pode abrir um curso? Isso está dentro da lei?

Se esse é seu caso, temos boas notícias! A atividade é válida e, embora não seja regulamentada por nenhum órgão superior, está respaldada pela legislação e pela nossa Constituição.

Mas, antes de começar, é preciso entender o que são, afinal, os cursos livres.

Os cursos livres

Além de ter uma duração mais curta (que pode ser de apenas algumas horas), o curso livre é voltado para qualificações profissionais ou pessoais específicas.

Ou seja, é aquele “plus” no currículo, um hobby ou a satisfação na busca por um novo aprendizado. Estão entre os cursos mais vendidos na internet:

  • marketing digital;
  • orientações para melhorar a postura;
  • técnicas de organização pessoal;
  • idiomas variados;
  • métodos de aprendizado e leitura;
  • dicas para aprimorar a produtividade etc.

Bastante diversificado, né? Pois é, os cursos livres podem, basicamente, tratar de qualquer assunto e não necessariamente estarem atrelados a alguma profissão.

Para criar um curso livre, basta ter um bom conhecimento em algum assunto, e observar se há consumidores em potencial para esse nicho para que a captação de clientes seja possível.

Por isso, esses cursos recebem o título de “livres”: não são formais e estão desassociados de áreas do conhecimento reguladas por órgãos públicos ou mesmo privados.

Mas atenção! Isso não significa que não haja cobertura legal. Veja!

A Lei nº 9.394/1996

A Lei nº 9.394/1996 é a principal base para a criação de cursos livres. Ela é conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), uma das legislações mais importantes da educação brasileira.

Ela define fundamentos para todos os níveis de conhecimento humano, inclusive para a formação inicial e continuada (FIC) e qualificação profissional, que é como os cursos livres são denominados legalmente.

Em seu Art. 42, a LDB diz que:

“as instituições de educação profissional e tecnológica, além de seus cursos regulares, oferecerão cursos especiais, abertos à comunidade, condicionando a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade.

Em termos mais simples, esse trecho da LDB torna legítimos quaisquer cursos em livre oferta, sem que haja obrigação quanto à comprovação de nível de escolaridade anterior no ato de matrícula.

O Decreto nº 5.154/2004

Decreto nº 5.154/2004, alterado posteriormente pelo Decreto nº 8.268/2014, cita novamente os cursos de FIC e qualificação profissional. No Art. 3º, a lei define que:

os cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores, referidos no inciso I do Art. 1º, incluídos a capacitação, o aperfeiçoamento, a especialização e a atualização, em todos os níveis de escolaridade, poderão ser ofertados segundo itinerários formativos, objetivando o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social.

Essa é outra base que legitima os cursos livres no território nacional. Repare bem no trecho final, em que o Decreto enfatiza que os cursos podem servir para o desenvolvimento de habilidades diversas, seja com fins produtivos/profissionais, seja para o exercício social.

A lei não faz exigências quanto à duração ou à estruturação metodológica desses cursos. Portanto, eles podem ser:

  • de carga horária variável;
  • com conteúdos programáticos livres;
  • ofertados presencialmente ou na modalidade EAD.

A Constituição Federal

Para reforçar ainda mais a lei de cursos livres e sua legitimidade no Brasil, vale a pena visitar nossa Constituição. Nos Arts. 205 e 206/1988, por exemplo, a educação é descrita como um direito de todos, que é promovido não só pelo Estado, mas pela sociedade.

Os objetivos das práticas de ensino são, basicamente, os de incentivar o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

O papel do MEC

Mas o Ministério da Educação tem alguma coisa a ver com os cursos livres? A resposta é não! O MEC nem regulamenta, nem fiscaliza, nem se responsabiliza por sua implementação.

Essa é uma das grandes diferenças entre os cursos livres e os de nível técnico ou superior, por exemplo.

Como a legislação afeta o produtor?

Diante de tudo o que vimos até aqui, você pode estar pensando: “mas e eu, no meio de tudo isso?”. Se você deseja produzir cursos livres, não se desespere!

Veja, de um jeito bem simples, como a lei de cursos livres afeta a atividade de um produtor digital.

Regras para abrir o curso

Lembra que falamos que, embora exista a cobertura da lei de cursos livres, eles não são regulamentados por nenhum órgão? Isso significa que não há regras na hora de criar um. Desde o tema, até a estrutura pedagógica e os critérios de avaliação, é tudo com você!

Na teoria, o único pré-requisito para colocar um curso em funcionamento é ter alunos! Para tanto, a dica é pensar no tema que você domina e definir seu público-alvo para construir um curso que venda e que tenha qualidade.

Pessoa jurídica X pessoa física

Não há nenhum adendo na legislação sobre a necessidade de oferecimento dos cursos por uma pessoa jurídica. Portanto, você pode sim criar seu negócio educacional sem CNPJ.

Aliás, se optar pela educação à distância, ou seja, cursos que são hospedados em plataformas digitais, basta se cadastrar em uma com seu RG e CPF.

Mas aí vai uma dica! Tornar-se uma pessoa jurídica tem muitas vantagens no que se refere ao pagamento de impostos. Além disso, certificados emitidos com CNPJ da instituição de ensino costumam ser melhor recebidos no mercado, o que pode ser um diferencial para atrair o público.

Não é difícil: você pode começar como Microempreendedor Individual (MEI). O processo de formalização é feito online no Portal do Empreendedor e o CNPJ sai na hora.

Emissão de certificados

Como os cursos livres não são regulamentados por órgãos superiores, a emissão de certificados não é obrigatória. Mas vamos combinar: é mais convidativo para um aluno poder emitir um após o término das aulas, né?

Eles são muito bem-vindos, pois atestam oficialmente que o estudante adquiriu aquele aprendizado. Mais tarde, ele pode usar isso como um diferencial competitivo no mercado de trabalho, o que serve até como um estímulo para terminar o curso.

Recepção dos cursos livres no mercado

Uma dúvida pode inquietar os corações dos futuros professores não-formais. Afinal, como não há regulamentação, os cursos livres são vistos com desconfiança no mercado?

Felizmente, não! Para você ter uma ideia, até as universidades e escolas mais tradicionais do país já têm programas de cursos livres e abertos à comunidade geral. É o caso da USP, da UnB e do Senai.

Quando falamos de empreendedorismo digital, isto é, de produtores que investem na internet, os números trazem ainda mais expressividade para esse fato.

A Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) comprovou, em seu último Censo EAD, que a procura por cursos livres cresce ano após ano em um ritmo muito maior do que os regulamentados.

Foram mais de 5,2 milhões de matrículas em cursos livres no ano de 2017, contra cerca de 2,4 milhões em cursos regulamentados à distância. Ainda assim, um número de destaque nos últimos anos, o que mostra que as tendências da EAD no Brasil são positivas.

Quais são as vantagens de investir em cursos livres?

Agora, que tal fechar este artigo recapitulando algumas das vantagens de investir na produção de cursos livres? Vem com a gente!

Possibilidade de fazer renda passiva

Com o ritmo de vida acelerado que vivemos hoje, a possibilidade de constituir uma fonte de renda passiva é muito atrativa, né?

Ao montar um curso, você tem um trabalho inicial que acaba trazendo rendimentos por muito tempo. É claro: são necessárias revisões periódicas do conteúdo, suporte aos alunos etc.

Porém, ao menos na modalidade online, o curso costuma exigir ações principalmente na etapa de criação de videoaulas e elaboração de exercícios.

No mais, os esforços de manutenção e divulgação costumam ser mais tranquilos do que em fontes de renda ativas, principalmente se você contar com a parceria de Afiliados para promover o produto.

Oportunidade de transmitir conhecimento

A arte de educar é uma das mais nobres do ser humano. Desde o surgimento das sociedades mais complexas, a figura do professor esteve associada ao status social e à intelectualidade.

E o mais legal é que todos podemos contribuir com a disseminação de conhecimento. Certamente, ajudar outras pessoas a alcançar algum tipo de realização pessoal ou profissional com seus ensinamentos é muito gratificante!

Alcance da própria satisfação profissional e pessoal

Tendo em vista o tópico anterior, outra grande vantagem de investir em um curso online é alcançar mais satisfação pessoal. Mas no âmbito profissional, isso também acontece!

Afinal, ter no currículo que você produz cursos em sua área de atuação contribui para o estabelecimento de autoridade e credibilidade. O resultado é um grande salto na carreira e a possibilidade de relembrar e aprender cada dia um pouco mais.

E então, que tal começar a criar seu curso?

Diante do que vimos neste texto, você viu que há bastante aparato legal para quem quer começar a lecionar sobre um assunto, seja presencialmente, seja na educação à distância.

A lei de cursos livres, representada pela LDB e pelo Decreto 5.154, mostra que essa modalidade de ensino é válida em todo o país. Desse modo, é uma forma legal e descomplicada de ter uma renda extra e transmitir conhecimento, especialmente quando pensamos em cursos online.

Então, que tal se inteirar mais sobre essa oportunidade de atuação? Leia nosso texto sobre o mercado da educação na era digital e tire suas dúvidas!